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quarta-feira, 9 de maio de 2012

“E se eu te olhar cem vezes, acredite, em cada uma delas estarei me apaixonando um pouco mais.”
“Um dia, perguntei para o psiquiatra: sou bipolar? Ele me disse: de bipolar você não tem nada. Você é sincera e tem sentimentos intensos. E me explicou a origem da palavra sincera, que vem do latim e significa “sem cera”. Antigamente, carpinteiros e escultores usavam cera para disfarçar os defeitinhos de esculturas e móveis de madeira. Então, eles lixavam, passavam verniz e tudo ficava aparentemente perfeito e em ordem. O aspecto das peças era magnífico. Com o passar do tempo, do frio, calor e uso, a cera ia se desmanchando e os defeitos iam ganhando vida. Sinceridade é “sem cera”, ou seja, sem máscaras, sem retoques, sem querer ser o que não é. Achei bonita a explicação dele. E triste. Dói ser “sem cera”.”
“Fale o que pensa, brigue, xingue, grite, me tire do sério, me vire do avesso, faça o que você quiser. 
Mas não desiste de mim não.”

segunda-feira, 7 de maio de 2012




Compartilhar com você

Vontade de sentar no primeiro degrau da escada e te esperar chegar do trabalho, te contar sobre o meu dia sem graça e ouvir você contar aquelas piadas que eu já cansei de ouvir mas mesmo assim, sempre acabo rindo contigo no final. Vontade de levantar mais cedo pra fazer aquele chocolate quente que você adora e te levar na cama só pra ver o seu sorriso me dando bom dia e sentir você se enrolando em mim feito gato quando ronrona na perna do dono. Vontade de esperar você entrar no banho e, logo em seguida, me esgueirar pra debaixo do chuveiro com você e te surpreender. Te ligar no meio do dia só pra dizer que eu te amo, te mandar cartinhas bobas feito uma adolescente apaixonada e te fazer corar. Deixar flores na beirada da cama no dia do seu aniversário e ouvir você me falando que foi a coisa mais fofa que alguém já fez por você. Vontade de fazer dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço, desafiando assim as leis da física mas jamais desafiando as leis do amor, mostrar pro mundo que dois corações podem bater num mesmo ritmo por toda a eternidade. Vontade de andar pela praia no meio da noite de mãos dadas ouvindo o som das ondas quebrando e sentindo o vento nos cabelos, encher o peito de ar e sair gritando sentimentalidades bobas e fofas pra natureza ouvir, como testemunha, como você meche comigo de um jeito incrível. Vontade de pegar o primeiro vôo pra Europa e te mostrar lugares maravilhosos ao redor do globo. Vontade de deitar na rede contigo no domingo a tarde, ouvindo uma boa música, e ficar em silêncio te abraçando, compartilhando sem palavras, momentos maravilhosos, porque o que sentimos vai além de palavras e gestos. Num caminhão de vontades cabe muita coisa... E todas elas eu quero compartilhar com você, porque a vida é curta e o amor é lindo demais pra se deixar passar em branco.


“É inevitável, mas bem ou mal a gente sempre acaba esperando algo dos outros. Nem que seja um obrigado.”

sábado, 5 de maio de 2012

“Hoje é sábado, talvez chova, talvez eu chore. 
Talvez você venha. 
Tudo é incerteza, tudo é talvez, tudo pode ser - o que é bom nunca acontece.”

sexta-feira, 4 de maio de 2012

“Eu mesma, sou louca por abraços, e mesmo dizendo que odeio quando fazem cócegas em mim, adoro umas cutucadas e fazer um charminho de: ai para, por favor, imploro! Vai me dizer se tem coisa mais gostosa do que rir fechando o olho? Rir com gosto é melhor do que sorvete de creme no verão.”


E se não fosse você, quem mais seria?
Se não fosse você o meu amor, será que eu amaria?
Como, se era você antes de tudo?
Sempre foi você!
Se eu te amo?
Bom, me apaixono por você todos os dias.
Isso é amar?
Sim, então eu te amo.
“- É bom voltar. 
- Bom é não ir. 
- Prometo ficar. 
- Não prometa, apenas fique.”

quinta-feira, 3 de maio de 2012


“Mamãe há pouco bateu na porta, depois abriu e perguntou se eu estava bem. Achei engraçado. 
“Eu nunca estou bem” 
tive vontade de responder. Ou então: 
“O que é estar bem?” 
Preferi dizer que sim: 
“Sim, mamãe, estou bem.”
“- Que foi? 
- Saudade. 
- Só saudade? 
- Como só? 
Saudade é tudo.”
“Foi muito lindo te ver pela primeira vez e pensar, sem palavras: eu quero.”

Passou


“Eu sofri. Meu Deus, como eu sofri com amores errados, ilusões, migalhas, coisas que achava que eram e nunca foram, paixonites enlouquecidas, vontades desesperadas. Eu posso dizer para você com todas as letras do alfabeto eu-sofri-muito. E sim, passou.”

Aqueles que nunca vão embora...

“— E o que a gente vira quando vai embora de alguém? 
E o Senhô respondeu: 
— Uns viram pó. Outros caem igual estrela do céu. Outro só viram a esquina… E têm aqueles que nunca vão embora. 
— Não? E eles ficam onde, Senhô?
 — Na lembrança.”

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Eternamente cantarei louvores a Ti, meu Senhor e meu Deus. 

A seu tempo

Pele e mão já não são mais como costumavam ser, 
envelhecer é o preço que se paga pra entender 
que mesmo que a saudade insista em bater,
recomeçar faz parte de viver.

Eu ainda acredito

"Como pode, menina, me diz? Como você ainda acredita nessas coisas? No quê? Você sabe: nas pessoas, no amor, num amanhã melhor do que o hoje. Te vejo suspirando pelos cantos, traçando planos mirabolantes, jogando palavras ao vento, e me pergunto como você consegue, de onde você tira tanta determinação? Deve ser algum tipo de predestinação, alguém um dia decidiu que você carregaria esse peso sobre os ombros: ser uma sonhadora. E você se apoderou do título. Teu sonho conduz tua vida, direciona teus passos, molda teu caminho. E você não desiste até alcançá-lo. Não cansa não? Acreditar na vida assim, procurar tanto por um amor, quando o mundo lá fora grita que não há mais espaço para finais felizes, muito menos para "felizes para sempre"? Onde já se viu sonhar com amores eternos num mundo tão fugaz? Contos de fadas não existem mais, menina. Todas essas loucuras com que você sonha, as cenas de filme, os pores de sol, as declarações inesperadas, o amor maior do que tudo, tudo isso talvez seja coisa de outro mundo. Me perturba vê-la aqui parada nessa estação à espera do trem que te levará a esse outro mundo. E se ele não mais existir? E se uma onda gigante destruiu o que restara dele? E se todas as pontes que permitiam o acesso foram destruídas? E se? Existem tantos outros trens com tantos outros destinos diferentes, por que insistir nesse destino desconhecido? E se não chegar nunca? Eu sei, você vai dizer que não desiste até chegar lá. Mas em algum momento a espera deve machucar, não? Como naquela vez em que fostes arremessada de forma abrupta do trem que te levaria até lá. Te observei em silêncio, menina, e dessa vez achei que fosse o fim, que você não voltaria jamais a esse ponto de espera que poderia te levar novamente àquela dor incessante que sentias. Mas você voltou. Rasgou pedaços de papel, chorou, sumiu daqui por uns dias, se trancou em seu mundo, mas voltou. Quando eu menos esperei, te vi sorrir ao sentar em frente à plataforma. Lá estava você: cabeça erguida, malas prontas para começar tudo de novo. Esse amor pela vida exposto em cada poro do teu rosto. Você ressurgiu com esperança. De onde sai tudo isso, menina? Que chama de esperança é essa que não apaga nem com as chuvas e rajadas de vento que a vida lança sobre ti? E essas lágrimas que vez ou outra caem? Não te ensinam nada? Não te dão uma lição? Não, a resposta provavelmente é essa ou então algum daqueles clichês de gente lunática que falam sobre volta por cima e lágrimas serem parte da vida. Lembro daquele dia em que te vi chorar e você sorriu em meio às lágrimas quando me viu e disse baixinho: "Eu ainda acredito." Esse deve ser o teu grito de guerra, menina. Suspeito que no meio da tua angústia, você levanta e brada que ainda acredita. Admiro você. Admiro a sua coragem e sua entrega. Mas me diz, menina, mesmo assistindo de perto a todas essas chegadas e partidas dolorosas, você ainda acredita? 'Eu acredito até o fim.'"

(Nicole F.)

Quem é você ?

“Você? Você sabe quem é você. Agora eu pergunto: o que você está fazendo do que você sabe do que você é? Porque uma coisa é a gente saber o que a gente é. Outra coisa é a gente saber o que a gente está fazendo com o que a gente é. E pior, o que a gente está deixando com que o outro faça de nós. Porque tem muita gente imaginando você. Muita gente me imagina. EU SEI QUEM EU SOU. E não tenho direito de me transformar na imaginação do outro, porque pode ser que o outro, esteja me imaginando totalmente diferente do que Deus me FEZ. E entre o que Deus me fez e o que o outro me imagina, eu ainda prefiro ficar com o que Deus fez.”

domingo, 15 de abril de 2012

Deixa só o amor



E essa dor que me sufoca, me tira do sério, me deixa tonta? Porque não vai embora e leva junto esse nó na garganta? Aproveita e leva também essas lagrimas, elas já não são bem vindas. Leva o pacote inteiro, por favor. Aqui no peito eu quero só o amor, quero seu amor por inteiro.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um comentário sobre Clara e Francisco

ROMAPublicamos o comentário que o padre Raniero Canlamessa OFM Cap – pregador da Casa Pontifícia – preparou sobre Francisco e Clara, a propósito da emissão, na televisão pública italiana, de uma minissérie sobre os dois grandes santos de Assis.

É comum falar da amizade entre Clara e Francisco em termos de amor humano. Em seu conhecido ensaio sobre apaixonar-se e amar, Francisco Alberoni escreve que “a relação entre Santa Clara e São Francisco tem todas as características de um enamoramento transferido (ou sublimado) à divindade”. “Francisco e Clara”, de Fabrizio Costa, a série televisiva transmitida pela Rai Uno, melhor talvez que “Irmão Sol e Irmã Lua”, de Zeffirelli, soube evitar esta alusão ao romântico, sem tirar nada da beleza também humana de um encontro assim.
Como qualquer homem, ainda que seja santo, Francisco pode ter experimentado a atração pela mulher e o sexo. As fontes referem que para vencer uma tentação deste tipo, uma vez, o santo se jogou em pleno inverno na neve. Mas não se tratava de Clara! Quando entre um homem e uma mulher há união em Deus, se é autêntica, exclui toda atração de tipo erótico, sem que exista sequer luta. É como refugiar-se. É outro tipo de relação. Entre Clara e Francisco havia certamente um fortíssimo vínculo também humano, mas de tipo paterno e filial, não esponsal. Francisco chamava Clara de sua “plantinha”, e Clara chamava Francisco de “nosso pai”.
O entendimento extraordinariamente profundo entre Francisco e Clara que caracteriza a epopéia franciscana não vem “da carne e do sangue”. Não é, por exemplo, igualmente célebre, como aquele entre Heloísa e Abelardo. Se assim tivesse sido, teria deixado talvez uma marca na literatura, mas não na história da santidade. Com uma conhecida expressão de Goethe, poderíamos chamar a de Francisco e Clara uma “afinidade eletiva”, com a condição de entender “eletiva” não só no sentido de pessoas que se elegeram reciprocamente, mas no sentido de pessoas que realizaram a mesma eleição.
Antoine de Saint-Exupéry escreveu que "Amar não quer dizer olhar un ai outro, mas olhar juntos na mesma direção". Clara e Francisco na verdade não passaram a vida olhando um ao outro, estando bem juntos.
Trocaram pouquíssimas palavras, quase só as referidas nas fontes. Havia uma estupenda discrição entre eles, tanta que o santo, às vezes, era amavelmente reprovado por seus irmãos por ser demasiado duro com Clara.
Só ao final da vida vemos atenuar este rigor nas relações e Francisco buscar cada vez com maior freqüência consolo e confirmação junto a sua “Plantinha”. É em São Damião onde se refugia próximo à morte, devorado por enfermidades, e está perto dela quando entoa o canto de Irmão Sol e Irmã Lua, com aquele elogio de “Irmã Água, útil e humilde e preciosa e casta”, que parece ter escrito pensando em Clara.
Em lugar de olhar um ao outro, Clara e Francisco olharam na mesma direção. E se sabe qual foi para eles esta “direção”. Clara e Francisco eram como olhos que olham sempre na mesma direção. Dois olhares que contemplam o objeto de ângulos diversos dão profundidade, relevância ao objeto, permitem “envolvê-lo” com o olhar. Assim foi para Clara e Francisco. Contemplaram o mesmo Deus, o mesmo Senhor Jesus, o mesmo Crucificado, a mesma Eucaristia, mas de “ângulos” diferentes, com dons e sensibilidade próprios: os masculinos e os femininos. Juntos perceberam mais do que teriam podido fazer dois Franciscos e duas Claras.
Se existe uma lacuna na série sobre Francisco e Clara é talvez a insuficiente relevância prestada à oração, e com ela à dimensãosobrenatural de suas vidas. Uma lacuna provavelmente inevitável quando a vida dos santos se leva à tela. A oração é silêncio, quietude, solidão, enquanto que a palavra "cinema" vem do grego kinema, que significa movimento! A exceção é o filme "O grande silêncio" sobre a vida dos cartuchos, mas não resistiria na pequena tela.
No passado se tendia a apresentar a personalidade de Clara demasiado subordinada à de Francisco, precisamente como a “irmã Lua” que vive do reflexo da luz do “irmão Sol”. O exemplo neste sentido é o livro publicado no verão passado sobre “A amizade entre Francisco e Clara” (John M. Sweeney, the Friendship of Francis and Clare of Assisi, Paraclete Press 2007).
Tanto mais é de elogiar, na série televisiva, a eleição de apresentar Francisco e Clara como duas vidas paralelas, que se entrecruzam e se desenvolvem em sincronia, com igual espaço dado a um e outro. É a primeira vez que ocorre desta forma. Isso responde à sensibilidade atual orientada a evidenciar a importância da presença feminina na história, mas em nosso caso corresponde à realidade e não é algo forçado.
A cena que mais me impactou ao ver a pré-estréia de “Francisco e Clara” é a inicial, emblemática, uma espécie de chave de leitura de toda a história. Francisco caminha em um prado, Clara o segue introduzindo seus pés, quase brincando, nas pegadas que Francisco deixa, e, diante da pergunta dele: “Estás seguindo minhas pegadas?”, responde luminosa: “Não, outras muito mais profundas”.

Fonte: Zenit

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sempre errada...

Sabe quando você sonha correndo, mas sem sair do lugar? Pois bem, é como ando me sentindo ha algum tempo... Acho que é por isso, todo esse cansaço. Quando a gente corre em cima de pedras acaba se machucando não é verdade? Tropecei em uma delas e cai, me machuquei feio, mas isso não é o pior, pior mesmo foi esbarrar em alguém que não tinha nada haver com o que estava acontecendo na minha longa corrida pela vida. E assim esse alguém caiu também e se machucou mais feio ainda. Então descobri que pior do que a dor da queda é a dor da culpa... Pedir perdão pode ser fácil, difícil é quem foi magoado conseguir perdoar. E se não conseguir o perdão, o que fazer?
Outra palavra bem frequente na minha "corrida" é paciência. Bom, se a pessoa não consegue perdoar, paciência, a culpa é sua de ter errado. E não adianta essa historia de que todo mundo erra, e de que errar é humano não. Não sabe se desculpar, não sabe pedir perdão? Então não machuque, não peque, não faça ninguém sofrer. Infelizmente a vida é assim, nem sempre fazemos as coisas certas, mas frequentemente erramos, é isso que acontece comigo... E o que fazer para parar de errar? Bom, não sei, sei que todos os dias cometo um erro diferente, não sei se sou eu, ou o universo esta tentando me ensinar alguma lição. Quero muito acreditar que seja o universo, que seja Deus tentando me dizer alguma coisa.
O lado bom de tudo isso é que a cada dia aprendo mais com cada erro meu, o ruim é que mesmo aprendendo algo novo todos os dias ainda estou cansada de correr. Quero repouso, repouso para minha alma, para o meu coração, para minha mente, repouso para minha vida.

Razão de Viver - Para uma amiga


Era uma vez uma menina
De coração puro, de alma limpa
De sorriso aberto, que lindo o sorriso
Daquela menina!

Mas existia outra menina
De coração duro, de alma vazia
De sorriso falso, como era falso o riso
Daquela menina!

Certa vez a menina do sorriso bonito
Encontrou a triste menina
E olha que ironia da vida
Tornaram-se amigas as duas meninas.

A menina que sorria, sorria por uma razão
E a triste menina só arrumava confusão
Dizia ela que sua vida era vazia e sem direção.

Então aquela que nunca cansou de sorrir
Segurou em sua mão, dizendo:
Venha, eu vou lhe mostrar a única razão!

E levando sua amiga no grupo de oração
Apontou para o altar e disse:
Está vendo? Está aqui a sua salvação!

A triste menina chorava,
Derramava toda sua emoção
Enquanto a outra dizia: Siga o seu coração,
Ali está Jesus Cristo pronto pra segurar a sua mão.

Enquanto chorava a menina pedia por perdão
“Deus, me perdoe, eu sou fraca e sem coração.
“Achava que está no mundo era a única direção.”
Mas Deus dizia: Calma minha filha, você encontrou o seu coração.

A menina abraçou a sua amiga
Agradecida por aquela revelação,
Mas sua amiga sabia que só precisava de um empurrão
Para ir de encontro ao Pai e implorar o seu perdão.

Hoje aquela que não sorria, sorrir,
Que lindo é o riso dessa menina
E ela gostaria de dizer para essa sua amiga
Que o riso dela, foi o milagre da sua vida.

E um pedido eu tenho a fazer
Nunca deixe de sorrir, mesmo que venha a sofrer
Pois quem sofre sorrindo, Deus ajuda a vencer.
Deus te ama, minha amiga, e eu amo você!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-feira da Paixão

Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.

Isaías 53:4-5

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Coisas do coração


Coisas do coração não se compreendem
Não se explica e mal se sente.
O que vem de dentro quase sempre
Nos confunde e os nervos tremem.

Um sorriso sai sem querer,
Um vacilo no olhar
Reflete o que a boca não diz.
E nada se diz por dizer,
Com mil motivos para ficar
Foi embora por que quis.

Sortudo é quem não ama
Só vive, não clama
Por um sentimento forte.
Azar demais para quem sofre
Só para se sentir mais feliz.

É uma falsa sensação de que está tudo bem
Desvia a atenção a cada segundo
Não está presente neste mundo
Não é suficiente com nada que tem.

Só quer um beijo a mais
Um cheiro além.
Só quer um abraço de paz
E que um anjo diga amém.
É um pouco egoísta da minha parte, querer-te a todo momento aqui comigo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Encontro com Jesus

Quando Deus fala, a gente escuta com o coração,
E com muita fé, abraçamos a missão.
Por isso meus irmãos
Contarei pra vocês a história de uma menina
Que só sentia solidão.

Estava sozinha, perdida, sem direção,
Andava as cegas,
Não tinha coração,
Era fria como uma pedra, não sentia emoção.

Dizia que Deus não existia,
Pecava por diversão.
Brigava, xingava, dizia palavrão.
“Jesus Cristo? Quem é esse pra dizer
O que devo fazer ou não?

Eu vou sair, vou curtir,
Que baboseira é essa de salvação?
Eu faço meu destino.
Beber, fumar, dançar,
O que é bonito é pra se mostrar.”

Dizia essas coisas com muita convicção,
Até que certa vez andando na escuridão,
Desviando seus olhos do chão
Em sua frente havia um homem
A lhe estender a mão.

E olhando naquela direção,
Viu dois olhos que brilhavam com muita emoção,
Um rosto sereno, um olhar contente
E ao falar uma voz soou estridente...
“Filha, eu sei o que você sente.”

Mas quem é Este Homem?
Que Homem é Esse?
Que só de olhar pra Ele
Os olhos ardem, as mãos suam,
A voz trava, a alma treme?

E antes que conseguisse
Os pensamentos organizar
O Homem voltou a falar
“Eu sou o caminho a verdade e a vida."
"A verdadeira alegria vou lhe mostrar”

E ao ouvir aquelas palavras
Seu coração saltou de alegria.
Sua vontade era de gritar
“Encontrei, encontrei, a verdadeira alegria.”

Voltou-se para o Homem e agradeceu
Por tudo que lhe dizia, ia lhe da um abraço
Mas ali ninguém havia.
Ela parou de sorrir, e ficou pensativa
No fundo ela sabia que aquele momento mudou a sua vida.

E olhando para o céu, deslumbrada, cheia de alegria
Lembrou-se que aquele Homem havia lhe feito um pedido.
Com lágrimas nos olhos e um olhar que sorria ele disse
“Minha filha, contagie o mundo com a minha alegria.”

E desde então, a menina já não estava sozinha
Pois o Homem que lhe falara naquele dia
Se chamava Jesus, enviado por Deus, filho de Maria
Aquele que ela não conhecia.

É por isso meus irmãos
Que venho lhes dizer
Nada sou sem Jesus,
Sem Maria não posso viver.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O amor MAIOR .

Depois de um tempo, quando a sensibilidade incide, o nosso entusiasmo se volta para dentro. Porque o nosso melhor se movimenta. Depois de um tempo, quando tudo se reinventa dentro das gentes, você percebe que tudo o que é muito simples e pequeno, tem uma beleza muito caprichosa. Por isso que ficamos maiores quando perseveramos. Por que, no final, a resposta é sempre o amor de Deus nos alargando. É sempre a nossa capacidade de amar de novo que vem à tona. Porque depois de um tempo, a gente quase não precisa justificar a sorte com o acaso. A gente quase não precisa de sorte.

(...) Que o coração, quando machucado, não deixe de vibrar na presença de uma saudade tão independente – penso nisso sempre que me exponho demais à vontade de estar junto. Então melhoro e espero que o errado também dê muito certo. Espero que, de graça, a gente desperte antes do desencanto. Espero que num dia desses, um salto afrouxe um pouco mais a distância e nos espalhe em qualquer amor novo. Então, fecho os olhos e agradeço, pra saber que é começo. E que é comigo. Como se nunca tivesse doído tanto essa tamanha falta de zelo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Brilha, brilha Estrelinha...


E já cansada de brilhar, apagou-se, recolheu-se para seu intimo e lá ficou, sozinha, pois achava que ninguém se importava com ela. Deixou que a tristeza tomasse conta do seu coração. Deixou que o rio de lágrimas que tanto havia refreado dentro de se transbordasse, chorou, chorou como nunca chorara antes. Depois, decidida, enxugou as lagrimas, e contendo novamente toda a tristeza, levantou vôo, voltou a brilhar, pois precisava iluminar os céus de algumas pessoas.

domingo, 18 de março de 2012

...

Sozinha sou metade do inteiro que sou contigo.

O motivo do meu sono .

É que você me tranquiliza, me da paz, me deixa leve, com você aqui eu me sinto segura, salva, amada.
Teus braços são meu consolo.
Sabe criança que só dorme com o chodó? Um ursinho, ou cobertor velho que tem desde bebê? Sou eu nos teus braços, criança,
feliz, em paz, amada.

sexta-feira, 16 de março de 2012

...


É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…

Me amas ?

"Desde quando você me ama?"
"Sei lá!"
"Sei lá é mais ou menos quanto?"
"Mais ou menos desde muito antes de eu (re)descobrir que você existia."

Soneto da fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Acústico Jovem

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Sintaxe à Vontade


Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem-vindos ao teatro magico.

A partir de sempre
Toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida.
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser aposto,
E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa, e sua verdade, sua fé,
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não,
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa,
Pois ser a capa e ser contra a capa
É a beleza da contradição.
É negar a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes
Encontrar-se com Deus.
Com o teu Deus.

Sem horas e sem dores,
Que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
Um possa se encontrar no outro,
E o outro no um...
Até por que, tem horas que a gente se pergunta:
Por que é que não se junta
Tudo numa coisa só?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cada centímetro de sorriso

Aprecio essa gentileza tênue e equilibrista que alcanço quando não desisto tão fácil de algumas tentativas. Pareço imbatível, mas, lá dentro, só estou me perdoando pela constante falta de jeito. É que, lá de cima tudo é tão vasto, tudo é tão rico que a alma ampliada desequilibra. Então, de vez em quando fico rígida para não cair nos braços de qualquer desassossego. De longe, entusiasmar - se com um simples passo ameno e incomum às vezes é tão descomplicado que parece milagre - e a gente, sem graça, complica. Mas, não é.
A reciprocidade sempre reaparece quando o outro faz estragos dentro da gente (quando a corda balança, quando o amor desanda, quando o orgulho ocupa lugares ou, quando não há um ombro supervisionando nossos golpes e quedas). Não sei se a travessia vale a dor do mundo, mas, vale muito. Vale cada centímetro de sorriso. E um abraço.

Presente ..


Jesus, minha surpresa, o meu presente,
a minha alegria... é o livro que carrego
no meu dia-a-dia..
Sempre pronto a me acompanhar,
dorme e acorda comigo, está em
todo lugar...
Se a tristeza me domina, sinto
meus pelos arrepiar, com certeza,
são as mãos divinas, que estão a me
afagar...
Nas minhas dificuldade, penso não
aguentar, chega ele de mansinho,
me fazendo reanimar...
Jesus meu amigo favorito, seja da
forma que preciso, nunca me faltará...

(Livi petitto)

segunda-feira, 12 de março de 2012

...

"Tenho amigos tão bonitos. Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica."

...

"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo."

Eu sei que vou ...


"Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o vôo. Eu sei que vou..."

Adaptado.

Quem precisa de palavras ?


"E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras."

Diga que ama ...


Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios. Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…

Esforço de conscientização


"Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (...)"

Cuida de mim (?)


Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.

Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.

Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.

Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.

Without you


Without You
Sem Você

I can't win, i can't reign
Eu não posso ganhar, eu não possa reinar
I will never win this game
Eu nunca vou ganhar este jogo
Without you
Sem você

I am lost, i am vain
Eu estou perdido, eu sou inútil
I will never be the same
Eu nunca vou ser o mesmo
Without you
Sem você

I won't run, i won't fly
Eu não vou correr, Eu não vou voar
I will never make it by
Eu nunca irei fazê-lo
Without you
Sem você

I can't rest, i can't fight
Eu não posso descansar, eu não posso lutar
All i need is you and i
Tudo que eu preciso é você e eu
Without you
Sem você

Can't erase, so i'll take blame
Não posso apagar, por isso vou levar a culpa
But i can't accept that we're estranged
Mas eu não posso aceitar que estamos afastados
Without you
Sem você

I can't quit now, this can't be right
Eu não posso sair agora, isso não pode ser o certo
I can't take one more sleepless night
Eu não posso ter mais uma noite sem dormir
Without you
Sem você

I won't soar, i won't climb
Eu não vou voar, não vou subir
If you're not here, i'm paralyzed
Se você não está aqui, estou paralisado
Without you
Sem você

I can't look, i'm so blind
Eu não posso olhar, sou tão cego
I lost my heart, i lost my mind
Eu perdi meu coração, eu perdi minha mente
Without you
Sem você

I am lost, i am vain
Eu estou perdido, eu sou inútil
I will never be the same
Eu nunca mais serei o mesmo
Without you
Sem você

Afeto...




Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor

Um favor... por favor

A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!

terça-feira, 6 de março de 2012

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo


Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.